REPRODUÇÃO HUMANA

COITO PROGRAMADO OU RELAÇÃO SEXUAL PROGRAMADA

O coito programado, ou relação sexual programada, é considerado a técnica de reprodução assistida mais simples. A paciente só precisa se submeter a medicações para estimular a ovulação e ultrassonografia transvaginal para determinar o momento ovulatório. A fecundação é feita por meio de relações sexuais normais, no período da ovulação.

Assim como no caso das outras técnicas de reprodução assistida, a relação programada deve ser indicada por um especialista. O médico vai receitar o tratamento de acordo com a idade da paciente e os com os resultados dos exames do casal.



INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL

Este procedimento é realizado após a indução de ovulação e através de acompanhamento ultrassonográfico. O período fértil da mulher é identificado e o sêmen capacitado é introduzido no útero.

A inseminação artificial basicamente corta o caminho percorrido pelos espermatozóides.

A vantagem da inseminação artificial é que não há necessidade da presença de muco cervical, importante para a migração dos espermatozóides até o óvulo e também, como os espermatozóides são inseridos além do colo uterino, aumenta-se a chance de fecundação, pois haverá um maior número de espermatozóides aptos na cavidade uterina.



FERTILIZAÇÃO IN VITRO (FIV)

A Fertilização In Vitro (FIV) é uma técnica de Reprodução Assistida que consiste na retirada dos óvulos por via transvaginal através da ultrassonografia, com sedação. Estes óvulos são fertilizados no laboratório, sendo que são colocados ao redor de cada óvulo 100mil espermatozóides e, após 3 a 5 dias os embriões são transferidos para a cavidade uterina através de uma sonda guiada pelo ultrassom.

A técnica de fertilização in vitro (FIV) iniciou uma nova era da medicina reprodutiva quando, em 1978, resultou no nascimento do primeiro "bebê de proveta", Louise Brown, na Inglaterra. Desde então, o desenvolvimento tecnológico tem proporcionado taxas de sucesso progressivamente maiores, garantindo o sucesso na realização do sonho de muitos casais.

Hoje a FIV é utilizada como opção terapêutica para casais com fatores masculino, imunológico, ovariano , endometriose, aderencias peritoniais, laqueadura, vasectomia entre outras causas.




INJEÇÃO INTRACITOPLASMÁTICA DE ESPERMATOZÓIDE (ICSI)

Nessa técnica, um único espermatozóide e injetado dentro do ovulo, produzindo a fecundação e o embrião é transferido após 3 a 5 dias.

Ela é utilizada quando o homem possui um quadro de oligospermia severa (que é caracterizada por uma quantidade muito pequena do número de espermatozóides).

Importante:

Em nosso país, é permitido que em pacientes até 35 anos sejam transferidos apenas 2 embriões,e os s embriões excedentes serão congelados.



INJEÇÃO INTRACITOPLASMÁTICA DE ESPERMATOZOIDE MAGNIFICADA OU SUPER ICSI

A ICSI Magnificada ou SUPER ICSI é um avanço recente na técnica de Fertilização In Vitro, onde esta fertilização é conseguida por injeção de apenas um espermatozóide com melhor morfologia (selecionado rigorosamente através de um aumento superior a 6.300x) diretamente no citoplasma do óvulo, através de equipamentos especiais.



BIÓPSIA DE EMBRIÕES OU DIAGNÓSTICO GENÉTICO PRÉ-IMPLANTACIONAL

É um exame genético realizado antes da implantação dos embriões. É um avanço extraordinário da ciência da reprodução humana que traz tranqüilidade para os casais que, por diversos motivos, precisam certificar-se da qualidade da saúde ou mesmo do sexo dos embriões que serão implantados no útero materno.

Doenças genéticas como Síndrome de Down e a Síndrome do X Frágil podem ser evitadas graças a este procedimento tecnicamente complexo e absolutamente seguro.

Para poder realizar esta técnica é necessário obter, mediante uma biopsia embrionária, um ou dois blastômeros (células pluripotenciais) do embrião em estado de 6 a 8 células, aproximadamente no 3º dia do desenvolvimento embrionário. Durante o tempo máximo no que se podem manter os embriões em cultivo antes de transferi-los ao útero materno. Os embriões não afetados por nenhuma anomalia congênita são selecionados para a sua transferência ao útero.

Outra alternativa para o DGP é a análise do estado do óvulo que vai ser fecundado a partir do corpúsculo polar, mesmo que neste caso somente se poderiam analisar patologias de herança materna.

A CGH (Hibridação Genética Comparativa) é a técnica utilizada para o diagnóstico do DGP, onde são estudados os 23 pares de cromossomos. Essa técnica é capaz de identificar todas as anomalias cromossomáticas chamadas aneuploidias, que são as alterações no número de cromossomos, sendo perdas ou ganhos, causados por erros na divisão da célula Entre as aneuploidias mais conhecidas estão a Síndrome de Down, entre outras.

Indicações:

1. Mulheres com mais de 37 anos
2. Mulheres com histórico de aborto de repetição
3. Mulheres com anomalias cromossômicas
4. Casais que tiveram várias tentativas de FIV sem sucesso





CONGELAMENTO DE ÓVULOS OU CRIOPRESERVAÇÃO DE ÓVULOS


A técnica mais adequada e com maior índice de sucesso é conhecida como Vitrificação, pelo fato desta técnica não produzir cristais de gelo no momento da solidificação de óvulos no ultra-resfriamento em nitrogênio líquido, promovendo assim a passagem ao estado de solidificação chamado de estado vítreo.

Com a técnica da vitrificação, a taxa de sucesso na sobrevivência aumentou para 90%. O procedimento segue exatamente o mesmo preparo utilizado no congelamento de embriões até a captação de óvulos, mas, ao invés de serem fertilizados, são criopreservados.

Os ovários serão estimulados com drogas indutoras da ovulação, o crescimento dos folículos ovulatórios será acompanhado pelo ultra-som e, posteriormente os óvulos serão coletados sob sedação. Em seguida são encaminhados para o laboratório de reprodução humana, desidratados e congelados pela vitrificação. A maior vantagem do congelamento de óvulos é que não depende de parceiros.

O congelamento de óvulos consiste em preservar óvulos em nitrogênio líquido, usando uma técnica de resfriamento, podendo ficar armazenado por muitos anos.

O congelamento de óvulos é indicado para:

1. Mulheres solteiras com 35 anos preocupadas com a diminuição progressiva de sua fertilidade.
2. Mulheres com histórico familiar de menopausa precoce
3. Fertilização in Vitro
4. Mulheres que serão submetidas a tratamentos oncológicos.
É importante divulgar que os melhores resultados são obtidos em mulheres com menos de 32 anos, e por isso elas devem ser alertadas da perda do seu potencial reprodutivo com o passar dos anos.
Congelar óvulos é relativamente fácil, seguro e tem poucos riscos, embora não seja muito barato. Doze óvulos congelados aos 28 anos oferecem 50% de chances de gestação ao serem fertilizados aos 40.


CONGELAMENTO DE EMBRIÕES OU CRIOPRESERVAÇÃO DE EMBRIÕES

De um modo geral, este procedimento deve ser sempre lembrado quando se inicia um tratamento de fertilização in vitro, pois suas chances de utilização são relativamente grandes.

Quando no início de um tratamento de fertilização in vitro, uma questão bastante importante para médicos e casais diz respeito ao número de óvulos que potencialmente serão produzidos durante o ciclo. Este dado inicialmente parece ser de pouca relevância, mas torna-se importante, pois o número de óvulos a serem produzidos está diretamente relacionado ao número de embriões que serão obtidos. Um número maior de embriões produzidos oferece à equipe médica uma maior chance de escolha para a transferência, aumentando as chances de sucesso, permitindo realizar a transferência no estágio blastócito (5º dia).

No entanto, a obtenção de números altos de óvulos pode gerar um grande número de embriões excedentes ao ciclo realizado.
O congelamento de embriões possibilita que casais que produzam números altos de óvulos e, conseqüentemente, embriões, possam ter mais uma chance para obter a sua tão desejada gestação. Do mesmo modo, casais que conseguiram ter sucesso na primeira tentativa, e congelaram alguns embriões excedentes podem voltar depois de alguns anos e utilizar estes mesmos embriões para uma segunda tentativa.

Os embriões a serem congelados devem passar por um processo de desidratação, visando perder um pouco de água que se encontra no citoplasma. Isto evita que os embriões estourem durante o processo. Realizada esta etapa, eles são submetidos a congelamento computadorizado, por um período de duas horas, sendo depois armazenados em nitrogênio líquido.

Uma outra abordagem seria o acúmulo de embriões em casais que, ao contrário, produzem poucos embriões. Estes casais poderiam fazer vários ciclos com números baixos de embriões e congelá-los. Depois de alguns meses, este “estoque” de embriões poderia ser utilizado de uma só vez para maximizar suas chances. Este procedimento é muito realizado quando se utilizam ciclos espontâneos, ou seja, só ocorre a produção de um óvulo, ou em mulheres com baixa reserva ovariana.



CONGELAMENTO DE ESPERMAS OU CRIOPRESERVAÇÃO DE ESPERMA

A criopreservação de esperma é um método muito efetivo que data da década de 40. Nos casos de pacientes com câncer, é recomendado que o sêmem seja coletado antes do ínicio da quimeoterapia ou radioterapia, pois a integridade da qualidade da amostra e do DNA espermático pode se comprometer mesmo depois da primeira sessão.

Esse processo de tratamento oncológico, quimioterapia ou radioterapia, pode ainda levar à diminuição e ou até a extinção definitiva da produção espermática. Diante desse quadro, o uso da FIV/ ICSI (injeção espermática citoplasmática) possibilita o sucesso, mesmo após o descongelamento e com uma quantidade limitada de espermatozóides.

Esta técnica também é recomendada para pacientes que desejam ser submetidos à vasectomia, objetivando preservar a fertilidade futura.

Também existem alternativas mais avançadas como a extração de esperma do testículo e o congelamento do tecido testicular.



OVODOAÇÃO

Ovodoação consiste na doação de óvulos de pacientes jovens de até 30 anos com as mesmas características físicas e tipagem sanguínea para pacientes que estão em falência ovariana ou menopausa.

Neste tipo de tratamento, óvulos de uma doadora são fertilizados com o sêmen do marido da paciente (receptora), e os embriões formados são transferidos para o útero da receptora. Os óvulos da doadora são estimulados e recuperados utilizando técnicas de fertilização in vitro. No Brasil, a ovodoação costuma ser compartilhada, ou seja, a doadora também necessita realizar fertilização in vitro, geralmente por fator masculino ou tubário, e doará metade dos seus óvulos para uma receptora.

Este processo de doação é anônimo, não havendo conhecimento entre os casais.

As doadoras são selecionadas pelas clínicas de reprodução assistida e apresentarão idade inferior a 30 anos, semelhança física com a receptora, como cor de olhos e cabelos, cor de pele, estatura, bem como similaridade de tipo sanguíneo. Além disto, são realizadas triagens para infecções sexualmente transmissíveis, como hepatites, sífilis e presença de HIV.

Os procedimentos de Reprodução Assistida, incluindo a ovodoação, são regulamentados pelo Conselho Federal de Medicina.

 

CASAIS HOMOAFETIVOS

Em 5 de maio de 2011 o Supremo Tribunal Federal reconheceu e qualificou como entidade familiar a união estável homoafetiva.

Assim, para que os casais homoafetivos possam ter uma família sem se relacionar sexualmente com o sexo oposto, devem contar com as técnicas de reprodução medicamente assistida.

Casal homoafetivo masculino

A fecundação acontece com o sêmen de um dos parceiros e um óvulo doado. O casal tem a liberdade de escolher qual dos parceiros será o doador do material genético, mas não saberão quem é a doadora do óvulo, que deve ser anônima. O segundo passo é conseguir uma doadora temporária de útero, ou seja, uma mulher para gestar o bebê. Nestes casos, o CFM estabelece que a doadora temporária do útero tenha até 50 anos e vínculos de parentesco até quarto grau com um dos parceiros. Se não houver parentesco, o processo deve ser autorizado pelo Conselho Regional de Medicina. Após a aprovação realiza-se a coleta de sêmen e a fertilização in vitro com os óvulos recebidos por doação, transferindo o (s) embrião (ões) para o útero da doadora.

Casal homoafetivo feminino

Aos casais femininos uma das principais decisões diz respeito à escolha de qual delas levará a gestação a termo. Podemos utilizar 2 técnicas:

Inseminação artificial – estimula-se a ovulação da parceira escolhida e se faz a inseminação com sêmen de doador anônimo.

Fertilização in vitro – estimula-se a ovulação de uma das parceiras, coleta-se os óvulos e os fertilizam com o sêmen de doador anônimo. Desta forma, pode-se transferir o embrião para o útero da outra companheira.

Casais transexuais

Podem buscar tratamento de Reprodução Assistida através da criopreservação pré-tratamento de mudança de sexo.




Para maiores informações ligue para nossa central de atendimento.


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