DIABETES E GRAVIDEZ

As gestantes podem ter Diabete Pré Gestacional, onde a gestante já possui a diabetes e a Diabete Gestacional, adquirida durante a gravidez.

Diabetes Pré Gestacional

A ansiedade faz parte de qualquer gravidez, mas neste caso, a gestante diabética quer saber, principalmente, se o diabetes irá prejudicar o seu bebê. Há várias formas de prevenção e a futura mãe tem um papel decisivo nessa fase.

Para ter um bebê saudável, basta que ela aprenda a controlar a sua gravidez. Seguindo as recomendações da equipe de especialistas (o ideal é que o acompanhamento da gravidez seja feito por uma equipe multiprofissional: endocrinologista ou diabetólogo, obstetra, nutricionista, enfermeira e, em alguns casos, psicólogo) que vai acompanhá-la, a gestante terá todas as chances de não enfrentar qualquer contratempo. Essas recomendações giram sempre em torno do controle da glicemia e da programação da chegada do filho, que se inicia da seguinte forma: ao decidir engravidar, a paciente deve procurar seu médico para receber a orientação mais adequada. Ele dirá o que fazer e pedirá os exames necessários. É sempre bom começar o controle alguns meses antes de engravidar. Assim, pode-se pesquisar a existência de complicações, como retinopatia e nefropatia, que teriam que ser tratadas durante a gestação.

Todas as malformações que acontecem nos filhos de mães diabéticas afetam órgãos que se formam nas oito primeiras semanas de vida intra-uterina. É importante programar a gravidez para que a paciente esteja muito bem controlada, pelo menos nos seis meses anteriores.

O controle da glicemia durante a gravidez diminui a probabilidade de a criança ter diabetes, um dos maiores temores da mãe diabética. Quanto maior esse controle, menor o risco do bebê de mãe diabética ser diabético do tipo 2 na vida adulta. Também são pequenas as chances de uma mãe diabética tipo 1 ter um filho com essa doença.

Deve-se lembrar que o medo e apreensão dificultam o controle da taxa de glicemia no sangue. A melhor saída, em todos os casos, é ter confiança e otimismo, pois torna tudo mais fácil.

Há outro fato também normal, mas que pode deixar a mãe intranqüila caso não esteja devidamente informada. Como o bebê corre o risco de ter hipoglicemia e precisa ser vigiado, ele permanece, logo após o nascimento, em um berçário de alto risco por pelo menos 6 a 12 horas, podendo ficar até 24 horas.

Na hora de escolher entre o parto normal ou a cesárea, a indicação vem do obstetra. Em pacientes diabéticos tipo 1, que têm a doença há muito tempo, geralmente a indicação é de parto cesáreo. E não existe uma semana certa para ele ser realizado.

O ideal é ir até a 38ª semana, mas a gestação tem de ser interrompida mais cedo se houver qualquer sinal de sofrimento do feto.

Diabetes Gestacional

Já na diabete gestacional é um problema que surge durante a gravidez. A mulher fica com uma quantidade maior que o normal de açúcar no sangue. É uma condição que quase sempre se normaliza sozinha depois que o bebê nasce, ao contrário de outros tipos de diabete, que duram a vida inteira.

A diabetes aparece quando o corpo não consegue fabricar a insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, em quantidade suficiente. A insulina controla a quantidade de açúcar disponível no sangue, para ser usado como fonte de energia, e permite que o excesso de açúcar seja armazenado. Seu corpo precisa produzir insulina extra para atender às necessidades do bebê, principalmente da metade da gravidez em diante. Se seu corpo não conseguir fazer isso, você pode ficar com diabete gestacional. Seu nível de açúcar no sangue também pode subir devido às mudanças hormonais da gravidez, que interferem na ação da insulina.

O principal problema do excesso de açúcar no sangue é que ele atravessa a placenta e chega ao bebê, o que pode fazer com que ele cresça demais. Um bebê muito grande pode dificultar o parto, e aumenta a probabilidade de você precisar de uma cesariana.

O bebê também fica mais propenso a ter icterícia e hipoglicemia após o parto, e a apresentar problemas respiratórios. O volume de líquido amniótico também pode aumentar demais.

Mulheres que já tiveram diabete gestacional antes, ou que já tiveram bebês considerados grandes, correm um risco maior de ter diabete gestacional.

A gestante corre mais risco de ter diabetes gestacional se:

• Estiver com mais de 35 anos ao engravidar
• Possuir histórico familiar de diabetes
• Tiver dado à luz um bebê com mais de quatro quilos ou com algum defeito de nascença
• Apresentar açúcar (glicose) na urina quando fizer uma consulta de pré-natal periódica
• Tiver hipertensão
• Apresentar líquido amniótico em excesso
• Tiver passado por um aborto espontâneo de causa indeterminada ou tiver tido um natimorto
• Estava acima do peso antes de engravidar
• Síndrome dos ovários policísticos


Alguns sintomas que a diabetes pode causar:

• Visão borrada
• Fadiga
• Infecções freqüentes, incluindo as na bexiga, vagina e pele
• Aumento da sede
• Aumento da micção
• Náusea e vômitos
• Perda de peso, apesar do aumento de apetite

O tratamento e acompanhamento da gestante com Diabetes Gestacional é semelhante a da gestante com Diabetes Pré Gestacional.

Fonte: (Extraído de diversos sites)



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