Implantes Contraceptivos

11 de fevereiro 2019

Um método contraceptivo de grande sucesso é o implante. Aliás, implantes — não há apenas um tipo!

Um deles pode ser considerado um método contraceptivo revolucionário: um implante subdérmico que oferece até três anos de contracepção. Durante esse período, o implante vai liberar diariamente na corrente sanguínea as doses necessárias de hormônio para inibir a ovulação, evitando, assim, a gravidez.

Esse é o método mais indicado para mulheres que buscam um contraceptivo fácil de usar e não desejam engravidar tão cedo, para planejar com segurança os intervalos entre os nascimentos dos filhos, para dar prioridade à carreira ou para quem apenas não quer ter filhos e considera a realização de uma laqueadura futura.

Assim como sua aplicação, a remoção do implante é feita de forma simples e rápida e em poucos dias a fertilidade estará restabelecida. Durante a utilização, a menstruação tende a diminuir, sendo que, em 40% das usuárias foi observada a ausência de menstruação (amenorréia).

Esta opção de implante tem a mais baixa dose de hormônio e não possui estrogênio, responsável muitas vezes por náuseas e enjoos. Ele já foi testado e aprovado por mulheres do mundo inteiro, pelo baixo potencial de efeitos colaterais.

Depois de se decidir por este método de contracepção, a inserção é feita em apenas alguns minutos pelo próprio médico no consultório. Através de um aplicador, ele é colocado na face interna do braço escolhido, cerca de 6 a 8 cm acima da dobra do cotovelo, com anestesia local. O implante é invisível e não provoca incômodo.

Mesmo sendo um implante de longa duração, você tem total liberdade para solicitar sua remoção quando quiser.

Outra opção é o DIU, um endoceptivo (contracepção endógena), também chamado SIU (Sistema Intra-Uterino). Ele é de longa duração, reversível e altamente eficaz. Consiste de uma pequena estrutura em forma de ‘T’ que é inserida dentro do útero e que contém um reservatório de levonorgestrel (LNG).

O LNG é um hormônio progestogênico idêntico ao que tem sido utilizado em outros métodos contraceptivos hormonais. Este implante também não contêm estrogênios, podendo, portanto ser usado por mulheres que sofrem de intolerância a estes hormônios.

O efeito anticoncepcional e terapêutico baseia-se em sua ação local dentro do útero:

• Torna o muco cervical mais espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides e, assim, a fertilização do óvulo;

• Inibe a mobilidade e a função dos espermatozoides dentro do útero e nas trompas uterinas;

• Inibe o crescimento do endométrio (camada de revestimento interno do útero) tornando-o desfavorável à gravidez, resultando em sangramento menstrual mais curto e menos intenso.

O DIU é muito eficaz se comparado à laqueadura tubária (esterilização feminina). Sua ação contraceptiva se inicia no momento em que é inserido.

É indicado para mulheres que necessitem de contracepção eficaz, ou que tenham menorragia (fluxo menstrual intenso) idiopática e precisem de prevenção da hiperplasia endometrial durante a terapia de reposição estrogênica.

Recomenda-se que ele seja inserido durante o período da menstruação, logo após um aborto ou a partir da 6ª semana após o parto. Quando de sua inserção, a maioria das mulheres sente um leve desconforto, muito parecido com uma cólica menstrual, que desaparece em algumas horas após o ato. Recomenda-se que você converse com seu médico sobre a necessidade de usar analgésicos.

A mulher que inserir o DIU poderá sofrer modificações no seu padrão de sangramento menstrual. Durante os primeiros 3 a 6 meses após a inserção, muitas mulheres relatam a ocorrência de pequenas perdas de sangue ou de pequenos sangramentos fora do período menstrual. Em geral estes sangramentos irregulares cessam espontaneamente.

De modo geral, a menstruação será menos intensa, mais curta e menos dolorosa, significando mais liberdade e melhor qualidade de vida.

Em algumas mulheres, a menstruação cessa completamente (amenorréia). Saiba que isso é resultado do efeito do hormônio sobre o revestimento interno do útero (endométrio). Portanto, isto não quer dizer que você está na menopausa ou que o sangramento menstrual está sendo desviado para outra parte de seu corpo, ou ainda que você esteja grávida.

Na verdade, um menor sangramento ou a ausência dele pode ser vantajoso para a saúde da mulher. Quando o endoceptivo for removido, os períodos menstruais voltarão a ter suas características habituais.

Logo após a inserção, recomenda-se que a mulher retorne ao médico em seis semanas para a primeira revisão e, a partir daí, a cada 12 meses (em média) até que o endoceptivo seja retirado. O implante age por até cinco anos e quando a mulher quiser engravidar, é só pedir a seu médico para removê-lo.